Instituto propõe mudança em cobrança do ICMS na conta de luz

O ICMS que incide sobre a eletricidade é calculado por um critério chamado tributação por dentro, no qual a base de incidência do imposto inclui o próprio imposto

Sabrina Craide, da   Impostos | 24/10/2012 13:00


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Lâmpada

Lâmpada: segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o ICMS representa 21,7% do custo total da energia


 Brasília - Uma mudança na forma de cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a energia elétrica poderia reduzir em cerca de 1,2% o valor pago pela conta de luz. O cálculo é do Instituto Acende Brasil, que defende a mudança no critério de cobrança do imposto.


Atualmente, o ICMS que incide sobre a eletricidade é calculado por um critério chamado tributação por dentro, no qual a base de incidência do imposto inclui o próprio imposto. Isso faz com que a tributação real seja maior que a alíquota do imposto indicada na conta. Por exemplo: uma alíquota de 25% de ICMS representa uma tributação real de 33,3%. Uma alíquota de 30% corresponde a uma tributação real de 42,8%.

“Defendemos que acabe esse negócio de cobrar o ICMS por dentro. Não faz sentido que a base sobre a qual é cobrado o imposto leve em conta o próprio imposto. É uma falta de transparência total e é incorreto, do nosso ponto de vista”, diz o presidente do instituto, Cláudio Sales.

Ele reconhece que a mudança é complexa porque, como o ICMS é um imposto estadual, qualquer alteração envolve a relação entre os estados e a União. “Mas, com vontade política, tudo se consegue”. Segundo Sales, a redução de tributos sobre a energia elétrica favorece a economia, inclusive a dos estados, porque a redução se converte em maior consumo de outros produtos e serviços, sobre os quais também incidem impostos.

Para o tributarista Ives Gandra Martins, a mudança na cobrança do ICMS seria o ideal, mas para isso deveria haver alterações no Código Tributário Nacional. “Aí a discussão passa a ser mais complicada, porque tiraria receita dos estados”, argumenta. Ele lembra que a forma de cobrança atual do ICMS existe desde a criação do imposto, em 1967, e não só na conta de luz, mas em todos os produtos.

“É da própria sistemática do ICMS desde o seu lançamento. Na conta de luz chama mais a atenção por ser um imposto maior, ele representa um terço do valor da conta, o que é considerável”, explica. Segundo Martins, a forma de cobrança do imposto já foi questionada na Justiça, mas sempre houve o entendimento de que ela é correta.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o ICMS representa 21,7% do custo total da energia. Os outros custos são divididos da seguinte forma: geração (32,4%), transmissão (6,4%), distribuição (24,1%), encargos setoriais (10,2%) e impostos federais (5,2%).


Fonte: http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/energia/noticias/instituto-propoe-mudanca-em-cobranca-do-icms-na-conta-de-luz



 TECNOLOGIA & MEIO AMBIENTE

Fonte: Revista Isto é

http://www.istoe.com.br/reportagens/219943_TELHADO+DA+LUCRO

 N° Edição:  2226 |  06.Jul.12 - 21:00 |  Atualizado em 25.Ago.12 - 22:38

 

Telhado dá lucro

Nos EUA, Alemanha e Reino Unido, empresas instalam gratuitamente painéis solares em troca de uma pequena parte da energia gerada. Por que não temos isso no Brasil?

Larissa Veloso


INSTALOU, GANHOU
Ao "alugar" o telhado, o consumidor fica com 80% da energia gerada

Os consumidores brasileiros ainda não se deram conta, mas há uma mina de ouro sobre as nossas cabeças. Alguns moradores do hemisfério norte já perceberam isso e estão lucrando com a energia solar. Eles “alugam” seus telhados para produzir eletricidade e em troca recebem a instalação do equipamento de graça. No fim, todos os envolvidos no processo são beneficiados. Além de revender o excedente de energia, o empresário conta com incentivos vindos do governo, que, por sua vez, diminui o uso da poluente energia vinda de outras fontes. 

A produção de energia solar residencial se desenvolveu graças a um sistema denominado Fit (Feed-In Tarifs, ou tarifas alimentadas na fonte), um serviço que permite que o usuário venda o excedente de eletricidade para a concessionária (leia quadro). Essa modalidade já existe na Alemanha, no Reino Unido e nos Estados Unidos. 

“É um sistema que na Europa está dando muito certo por conta de incentivos governamentais. O governo viu que sairia mais caro investir em novas usinas do que subsidiar a construção de painéis solares nas casas das pessoas”, diz Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech, empresa que presta consultoria sobre sustentabilidade na área de construção. No Brasil, uma iniciativa para aumentar essa prática foi tomada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Em abril deste ano, o órgão aprovou novas regras que permitem que o consumidor brasileiro também possa vender seu excedente para as concessionárias. Mas a questão não é tão simples.

Enquanto os europeus podem receber os painéis fotovoltaicos praticamente de graça, no Brasil é preciso pagar cerca de R$ 30 mil para a instalação do sistema. “Essas placas não são fabricadas no Brasil, temos de importá-las, o que aumenta o custo. O valor das peças representa 70% do que o consumidor paga”, aponta Pedro Aureliano Quintão, um dos sócios da Neo Solar, empresa do ramo. Por isso, empresários brasileiros afirmam que, sem outros estímulos, não há como o setor se desenvolver. “O mercado continua es­ta­g­­­na­do, e as perspectivas de­­­­pendem de ações conjuntas, dentre elas, isenções de impostos e linhas de financiamento”, argumenta Marcel Uete, diretor comercial da Solar Terra. 

Uma mudança dessa magnitude depende da ação de ministérios e de aprovação de leis pelo Poder Legislativo. Assim, que o Sol de Brasília sirva de inspiração para os que têm o poder de decidir. 



Postagem de 26/08/2012 - Por Mauro Eletricista

 Ligações elétricas clandestinas no Brasil trazem prejuízo de quase R$ 7 bi ao ano


Cerca de 13% da energia consumida deixa de ser faturada em função dos “gatos”, encarecendo as tarifas


No Brasil, a perda de energia elétrica com ligações clandestinas, conhecidas popularmente como “gatos”, é uma questão preocupante. Para se ter ideia, essa perda chega a aproximadamente R$ 7 bilhões ao ano, encarecendo as tarifas para todos os brasileiros. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cerca de 13% da energia consumida não é faturada.

Nesse sentido, a região norte é a que vivencia a situação mais alarmante. De acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), com base nos números de 2010, o Estado nacional recordista em ligações irregulares é o Amazonas, com uma perda de energia que chega a 30%.

Em segundo lugar, está o Piauí, que deixa de faturar 21,9% do que é gerado. Alagoas (19,4%) e Rondônia (19,1) ocupam o terceiro e o quarto lugares, respectivamente.  

Mesmo com o aumento dos investimentos e da fiscalização pelas distribuidoras, especialistas alertam que a redução das perdas é gradual e, portanto, os resultados devem aparecer apenas no longo prazo. 

Por utilizar metodologia diferente, a média de perda por furto ou fraude calculada pela Abradee é de 5,1% de toda a energia colocada no sistema – 503.858 gigawatts-hora (GWh) – ante os 13% calculados pela Aneel. Mas, independentemente das diferenças no método de cálculo, o prejuízo com os “gatos” são elevados. Com uma redução no nível dessas perdas, é possível reduzir os valores das tarifas.

No Rio de Janeiro, por exemplo, 13,6% da energia do sistema é perdida por furto. Para reduzir esse problema na região, a Ampla – empresa que distribui energia a uma parcela dos municípios do Estado fluminense – adotou medidas como a medição eletrônica e a blindagem da rede, que dificultam os “gatos”.

Santa Catarina é o Estado que apresenta menos perda (1,4%), acompanhado de perto por Ceará (1,5%) e Paraná (1,7%). No Estado de São Paulo, 3,3% da energia elétrica não é faturada por causa dos “gatos”.

Segundo a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), a perda global de energia no Brasil é quase o dobro da média mundial, levando em consideração informações de 38 países.

Enquanto no mundo a perda chega a 9% da energia consumida, no Brasil esse valor está próximo dos 17%. Além de furto e fraude, a perda global de energia contabiliza os prejuízos no processo de transmissão e distribuição.

Dos 38 países analisados, o Brasil é o oitavo que mais deixa de arrecadar em relação ao total consumido pela população. No País, são gerados 503.858 gigawatts-hora (GWh), e 419.839 são consumidos. Com isso, a perda global é de 84.019 GWh ou quase 17% do total. Além disso, dos 84.019 GWh perdidos, cerca de 30% estão relacionados a furto ou fraude na rede elétrica. 

O líder em perdas, na listagem da Abradee, é o Paraguai, com mais da metade da energia consumida não faturada. Venezuela (39%), Índia (32%) e Colômbia (28%) também apresentam perdas elevadas.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 12 de fevereiro de 2012


Postagem de 22/05/2012 - Por Mauro Eletricista


 

Prestador de serviços de encanador, eletricista e pedreiro elevou diária em quase 40% em 12 meses


Ricardo da Penha Rosales e a sua mulher, Kátia Peres Rosales, são prestadores natos de serviços. Faz 20 anos que ele trabalha com uma equipe que presta serviços de encanador, eletricista e pedreiro em domicílio nos bairros de Vila Mariana e Paraíso, na capital paulista. Ela, costureira, divide o espaço da oficina do marido dedicando-se ao conserto de roupas.


São exatamente os preços dos serviços prestados pelo casal - de pedreiro, encanador, eletricista e costureira - que estão entre os que mais subiram desde julho de 2011 até fevereiro, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

"Desde o dia 23 de dezembro deu uma esfriada no movimento. O pessoal gastou demais", afirma Rosales. Isso não significa que ele vá reduzir o preço da diária, mas, muito provavelmente, deve pensar duas vezes antes de aumentar. Desde a metade do ano passado até hoje, o valor da diária de R$ 250 cobrada por Rosales para serviços de pedreiro, eletricista e encanador subiu 16%, e quase 40% nos últimos 12 meses.


"Isso não é muito. Só o aluguel subiu 11%", diz. Para calcular o valor da diária cobrada dos clientes, Rosales tem uma fórmula própria. Ele soma todas as despesas que tem para manter a sua casa, como água, aluguel, luz, telefone e supermercado, por exemplo, com os gastos que tem na sua pequena empresa - isto é, o salário dos funcionários, impostos e aluguel da oficinal, entre outros. O total ele divide por 30 e, com isso, chega ao valor cobrado por dia pelos serviços prestados.


Um pedreiro, por exemplo, não trabalha por menos de R$ 85 por dia, incluindo os gastos com transporte e alimentação, diz ele. Um ano atrás, ele pagava R$ 70. Em 12 meses, a alta é de cerca de 20%.


Além de se basear nas despesas da família e da oficina para calcular o valor da diária, Rosales fica de olho em outros indicadores. "Acompanho o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) porque esse índice é usado para reajustar o valor dos aluguéis."


Shopping. Outra fonte de informação usada por ele para balizar os preços cobrados dos serviços é o movimento dos shoppings. "A minha mulher gosta muito de ir ao shopping e eu vou junto. Quando vejo as lojas lotadas e o pessoal saindo com sacolas, sei que o consumo está forte e o povo está gastando." Na prática, essa percepção funciona como um sinal verde para aumentar preço.


Outro termômetro usado para balizar custos e preços é o movimento da oficina de costura da sua mulher. Segundo ele, como ela presta serviços de ajuste de roupas para uma marca famosa e cara, quando o volume de peças para ajuste aumenta é sinal que tem mais dinheiro circulando na economia, o que sanciona a alta de preços. Apesar de se municiar de várias informações para formar os preços dos serviços, Rosales diz que o que vale mais é a amizade e a fidelidade do cliente.



Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,para-definir-preco-rosales-olha-os-gastos,o,para-definir-preco-rosales-olha-os-gastos-,846906,0.htm



Postagem de 09/04/2012 - Por Mauro Eletricista





 

Parque eólico é inaugurado em Tramandaí, no Litoral Norte do RS

Empreendimento é capaz de abastecer cidade de 200 mil habitantes.



Parque Eólico foi inaugurado nesta quinta-feira em Tramandaí (Foto: Divulgação/Tramandaí)

Parque Eólico foi inaugurado nesta quinta-feira em Tramandaí (Foto: Divulgação/Tramandaí)


Com capacidade de gerar energia elétrica para uma cidade de mais de 200 mil habitantes, foi inaugurado nesta quinta-feira (5) o Parque Eólico em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A solenidade de apresentação foi realizada na Sociedade Amigos de Tramandaí (SAT) e contou com a presença do governador Tarso Genro. O Parque Eólico tem capacidade instalada de 70 megawatts e produção estimada de 211.437MWh anuais.

Para construir o empreendimento, a empresa EDP teve que atender exigências ambientais, como a proteção e controle de rotas de aves migratórias e preservação de espécies da fauna e da flora nativas.

Durante a construção, o Parque Eólico em Tramandaí gerou 600 empregos diretos, quando foram construídas as vias de acesso, fundações, torres, subestação e linha de transmissão. O empreendimento é composto por 31 aerogeradores, com torres de 98 metros e pás de 40 metros, que somam uma altura total de 138 metros, equivalente à altura de um prédio de 50 andares.



05/04/2012 17h20 - Atualizado em 05/04/2012 17h20

Fonte: G1


Postagem de 05/04/2012 - Por Mauro Eletricista









 São Paulo, 04/04/2012 - 12:50

A cada dois dias, uma pessoa morre por choque elétrico em São Paulo

Em 2010, último dado consolidado disponível, foram registrados 167 óbitos. Das 1.225 hospitalizações registradas em 2011, 77% eram masculinas
Secretaria de Saúde de SP


Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que praticamente a cada dois dias, em média, uma pessoa morre em decorrência de descarga elétrica em todo o Estado.

Em 2010, último dado consolidado disponível, foram registrados 167 óbitos. Destes, 157 eram homens (94%), com idade entre 30 e 49 anos (81 casos).

Os homens também lideram o ranking das internações provocadas por contato a corrente elétrica. Das 1.225 hospitalizações registradas em 2011, 77% eram masculinas.

De acordo com o supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau) da Secretaria, Gustavo Feriani, a realização das atividades laborais é a principal razão para que a maioria das vítimas seja masculina.

"Os homens fazem serviços de obras ou reparos em domicílio, muito próximos à rede elétrica. Na grande maioria das vezes, infelizmente, sem equipamentos de proteção ou cuidados específicos para essa atividade", explica Feriani.

Além disso, houve um crescimento de 91% dos casos de internação por conta à exposição à corrente elétrica nos últimos quatro anos. Em 2008, foram 642 registros de hospitalização. Em 2009 houve 1.004 internações e, em 2010, 1.031 hospitalizações.

Nestes últimos quatro anos, a região de Piracicaba é a que mais acumulou casos de internações (2.584), seguida da Grande São Paulo (762) e de Sorocaba (105). Os municípios que mais contabilizaram hospitalizações neste período foram Piracicaba (2.104), São Paulo (457) e São Pedro (164), também localizado na região de Piracicaba.

Segundo o supervisor médico do Grau, em muitos casos, a pior lesão não é a que está visível, uma vez que a corrente elétrica passa pelos tecid os com menor resistência, causando maior impacto nos músculos, nervos e vasos.

"A vítima pode ter arritmia cardíaca grave causada pelo choque, destruição muscular grave, queimaduras de pele nas áreas de entrada e de saída da corrente elétrica pelo corpo e, tardiamente, insuficiência renal aguda e até morte", afirma Feriani.

Para o especialista, toda queimadura elétrica, mesmo as causadas por baixa voltagem, necessita de avaliação e cuidados médicos.

Postagem de 05/04/2012 - Por Mauro Eletricista

Fonte: http://www.jornaldainstalacao.com.br/index.php?id_secao=1&noticia=11087




Museu da Lâmpada começa a receber visitantes em SP

Atualizado em 15/03/2012 

Exposição fica no Jabaquara, na Zona Sul da cidade.
Interessados devem agendar entrada e levar 1 kg de alimento

 

A cidade de São Paulo ganhou nesta semana o Museu da Lâmpada, um espaço que conta a história e a evolução dessa invenção que está presente em nosso cotidiano. O museu mostra os diversos tipos de lâmpadas, e os visitantes também podem interagir com algumas peças da exposição, como mostrou o Bom Dia São Paulo desta quinta-feira (15).

Logo na entrada há um grande tubo com vários pontos iluminados. De perto, é possível ver que os pontos são lâmpadas incandescentes e uma fibra ótica. A ideia é mostrar a mistura do passado com o futuro.

A história das lâmpadas começa na era do fogo. Depois de algumas invenções, vieram os lampiões, e finalmente as lâmpadas. Foi o inventor, Thomas Edison, que comercializou a primeira, chamada de incandescente.

Serviço
O Museu da Lâmpada fica na Avenida João Pedro Cardoso, 574, no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo. Para entrar, os visitantes devem levar 1 kg de alimento não perecível, e a visita deve ser agendada pelo telefone (11) 2898-9358. O museu fica aberto das 8h às 18h 

 

 

O Museu da Lâmpada

museu-da-lampada-3Do fogo ao Led

Com a descoberta do fogo e com o seu domínio, o homem percebeu o quanto era essencial para sua sobrevivência, não só para se aquecer, cozinhar e se
proteger mas também para iluminar. 

Com o passar dos tempos essa técnica passou por diversas e curiosas criações. De lá para cá muitas foram as contribuições de alguns gênios para a história da humanidade. Porém um merece destaque, Thomas Alva Edison, em sua vida o inventor e empresário americano registrou nada menos que 2332 patentes, mais uma em especial contribuiu com o avanço tecnológico no mundo e permitiu que a humanidade tivesse um pouco mais de conforto, segurança e qualidade de vida, a invenção da luz incandescente comercializável.

A partir de então a haste de carvão que quando aquecida gerava luz, foi passando por grandes reformulações ao longo da história até chegar aos modelos mais modernos que conhecemos hoje em dia, por exemplo, a tecnologia LED.

Localizado na sede da GIMAWA o museu da lâmpada aborda sua história desde a descoberta o fogo até as lâmpadas mais modernas utilizadas atualmente.










A evolução da luz

Neste capítulo apresento as principais fontes de luz hoje existentes, mais precisamente as que nos interessa em nosso dia-a-dia de especialistas dm iluminação, ou seja, aquelas que utilizamos hoje, na prática.

Farei a apresentação na ordem em que as lâmpadas foram aparecendo no mundo moderno, detalhando seus princípios de funcionamento.

 

Lâmpadas incandescentes

 

Nossos antepassados, na Idade da Pedra, em determinado dia descobriram, meio por acaso, o fogo, passando a ser tão importante que gerou guerras para conseguir aquele elemento que lhes dava luz e calor, sendo guarnecido como a um ídolo, um deus. Era a primeira luz artificial que os possibilitava enxergar a noite. Que grande conquista!lamp incandescente

Tempos e tempos passaram até Thomas Alva Edson viabilizou a primeira lâmpada comercial. E a famosa lâmpada de Edson nada mais era que uma corrente elétrica passando por uma resistência – filamento que, por essa mesma resistência, ia aquecendo até ficar em brasa, ou seja, em estado de incandescência. O filamento, ficando incandescente dentro de um tubo de vidro em vácuo, deu-nos então luz e calor, a exemplo da fogueira dos nossos antepassados, mas infelizmente para o nosso tempo, essa lâmpada a qual foi dado o nome de lâmpada incandescente, pelo se próprio princípio de funcionamento, nos dava mais calor do que luz, como de fato faz até nos dias de hoje.

Na realidade, mais de 90% da energia consumida para acender uma lâmpada incandescente é transformada em calor e menos de 10% em luz.

É uma boa fonte de luz, com um excelente índice de reprodução de cores, mas infelizmente, no que diz respeito à economia de energia é extremamente deficiente.

No aquecimento do filamento para o acendimento da lâmpada, ele começa a perder partículas que, se desprendendo dele, depositam-se no bulbo da lâmpada, causando escurecimento deste e tornando a resistência, que é o filamento, a cada acendimento, mais fina. Assim, até o final da vida útil desse tipo de lâmpada, ela perde até 20% de sua luminosidade e, em determinado momento por volta de mil horas, rompe-se o filamento e pronto, a lâmpada está queimada.

É por esse motivo que uma lâmpada incandescente nova ilumina mais do que uma usada.

Como a nossa incandescente ou a lâmpada de Edson nos dá luz e calor, utilizamos a figura de que na realidade, a lâmpada incandescente é uma pequena fogueira enjaulada e até por isto está caindo em desuso em todos os projetos onde a economia de energia prepondera.

Ainda utilizamos esse tipo de lâmpada em muitos casos, quando a preocupação é mais voltada à estética ou mesmo em residências de baixa renda, onde não há o conhecimento de fontes de luz alternativas e econômicas.

 

 

Lâmpadas halógenas

 

Lâmpada em muito parecida com a incandescente comum. Tem o mesmo princípio de funcionamento, ou seja, uma corrente elétrica passando por filamento – resistência, produzindo luz e calor. Existem algumas diferenças que a tornam muito mais eficiente, a começar pelo tubo que envolve o filamento, que já não é de vidro comum, a começar, mas de quartzo, pois a temperatura de funcionamento nela é extremamente mais elevada que na lâmpada comum. A grande diferença, porém, está no que chamamos Ciclo do Halogênio, que é originado através da adição no sistema de gases halógenos, que se combinam com as partículas desprendidas do filamento pelo aquecimento, conforme acontece também na incandescente comum. Porém essa combinação faz com que se concretize um pequeno milagre, o retorno das partículas para o filamento, que é o núcleo do sistema, fazendo-o permanecer sempre com a mesma espessura.

Desta forma, com o filamento mantendo sua propriedade original, a lâmpada produz uma iluminação branca e brilhante, de grande intensidade e com uma durabilidade até quatro vezes maior que a tradicional lâmpada incandescente.

Importante termos em mente que essa propriedade faz com que as lâmpadas halógenas sejam muito usadas hoje em dia, tanto na iluminação comercial, como nos projetos residenciais, pois tirando o excesso de calor desprendido por esse tipo, são lâmpadas de múltiplas utilizações, pela qualidade de iluminação conseguida e, principalmente, por serem de tamanho reduzido, conseguindo-se conjuntos harmônicos de iluminação.

Notem que cada vez mais há uma tendência de redução no tamanho das fontes de luz, pois sabemos que, sendo a luz e seus feitos fantasticamente belos, as lâmpadas e equipamentos normalmente são as partes feias do sistema. O grande objetivo dos projetistas de iluminação é, hoje em dia, esconder ao máximo as lâmpadas, tornando mais efetivo, precisos e belos os seus efeitos.

Quando digo que os equipamentos são a parte feia do sistema, temos de lembrar que atualmente existem luminárias decorativas de grande beleza tanto produzidas por nossas indústrias, como importadas e ainda as desenvolvidas por desenhistas de iluminação, procurando embelezar cada vez mais o sistema como um todo. Mesma nessas luminárias, que às vezes são verdadeiras obras de arte, a lâmpada tem a tendência de ficar escondida, aparecendo apenas o seu belo e funcional efeito.

 

Lâmpadas fluorescentes

 

Esta é nossa velha conhecida e temos certeza de que ser o caro leitor tiver mais de 35 anos conheceu-a com o nome de “fosforescente”. Nossos pais não estavam errados quando assim a chamavam, visto que o bulbo é pintado realmente com uma tinta contendo fósforo ou uma tinta fosforescente.

Na realidade é uma lâmpada que funciona com o sistema de descarga a baixa pressão.

O princípio de funcionamento é parecido com o sistema a alta pressão, que veremos mais adiante em outras lâmpadas mais potentes. Agora não é apenas uma corrente elétrica passando por uma resistência, etc. Temos então a eletricidade passando por reator, que joga dentro da lâmpada uma tensão acima do normal, permitindo que o sistema dê a partida. O reator serve para dar a partida da lâmpada e também como um limitador de corrente, protegendo de certa forma o circuito como um todo. Existem sistemas, que chamamos convencionais, onde é colocado um starter em separado para auxiliar na partida da lâmpada, sistema este que no Brasil nunca foi muito usado, ficando como honrosa exceção o nordeste do país. Digo honrosa exceção, pois o sistema de reator convencional com starter é mais econômico que o tradicional sistema de partida rápida. O primeiro é de origem europeia e o segundo é adotado nos Estados Unidos. Na verdade, mais para frente ficará claro que esses dois sistemas, que utilizam reatores eletromagnéticos, sairão de cena, dando lugar definitivamente aos reatores eletrônicos.

Voltando a nossa fluorescente, ela possui em suas extremidades filamentos – eletrodos – recobertos por uma pasta emissiva. No instante da partida do sistema, os filamentos começam a lançar elétrons de um lado para o outro que, se chocando com uma gota de mercúrio contida no bulbo da lâmpada, se combinam com este e por processo de mudança de órbitas vaporizam o mercúrio, acontecendo então uma radiação ultravioleta. Esses raios ultravioletas, atravessando o bulbo pintado da lâmpada, geram luz visível. Caso o bulbo da lâmpada fluorescente não esteja pintado com essa tinta branca que conhecemos, não teremos luz gerada pelo sistema, mas apenas o raio ultravioleta que tem até utilização industrial, entre outras, mas não haverá geração de luz. Quando houver oportunidade, em visita a algum laboratório de fabricante de lâmpadas ou em alguma palestra sobre lâmpadas e iluminação, pode ser até as que tenho feito, o leitor poderá constatar esse pequeno fenômeno originado numa lâmpada fluorescente em pintura.lampada vapor mercurio alta pressao empalux 80w

 

Lâmpadas a vapor de mercúrio

 

São lâmpadas de descarga à alta pressão muito utilizadas na iluminação pública e que tem o seu princípio de funcionamento semelhante ao da fluorescente. Há no interior da lâmpada um tubo de descarga de quartzo com eletrodos nas extremidades que, nas fluorescentes, chamamos de filamentos. Desses eletrodos, após a partida da lâmpada feita através de um reator saem elétrons que, se chocando com os átomos de mercúrio situados dentro do tubo de descarga, provocam a vaporização deste, emitindo raios ultravioletas, que, como já vimos antes, atravessando o bulbo pintado por tinta fluorescente, nos provoca a sensação de luz visível, como observamos no item das lâmpadas fluorescentes.

 

Lâmpadas de luz mista

 

Na sequência histórica do aparecimento das fontes de luz artificiais, chegamos à lâmpada mista, que nada mais é que uma combinação da lâmpada incandescente com uma lâmpada de vapor de mercúrio puro. Para a partida da lâmpada é usado um filamento incandescente colocado dentro do bulbo que, pelo aquecimento, faz o sistema do tubo de descarga funcionar, com os elétrons jogando-se de um lado para o outro, vaporizando o mercúrio e de resto seu funcionamento segue o que já vimos nas lâmpadas de mercúrio, bem como nas fluorescentes. O acendimento se dá pelo filamento incandescente, não utiliza reator, funcionando a lâmpada diretamente na rede de 220V. Na tensão de 127V não existem lâmpadas mistas. Então, como utiliza o filamento de uma lâmpada incandescente para o acendimento e o tubo de descarga das lâmpadas mercúrio para a emissão de luz, leva o nome de luz mista, pois mistura os dois princípios de funcionamento de lâmpadas, incandescentes e descarga.

Lâmpada que foi muito utilizada na iluminação pública pela facilidade de instalação, pois bastava tirar uma incandescente e, sem nenhuma mudança no sistema, colocar uma mista, ganhado em luminosidade e economia de energia.

Claro que nunca foi uma lâmpada absolutamente econômica, mas sim uma solução intermediária, pois tem muitas restrições no seu funcionamento e com qualquer variação de tensão apaga e, depois, como quase todas as lâmpadas de descarga, leva de 3 a 5 minutos para reacender, causando muito desconforto.

No caso da lâmpada de mercúrio puro, o reator que ela utiliza serve para sustentar as variações de tensões, funcionando com mais regularidade.

Um cuidado especial que devemos ter é na potência de 160W, pois potências, como 250W ou 500W, elas funcionam em qualquer posição. Sei que alguém pode estar imaginando, que a maioria das lâmpadas mistas instaladas na iluminação pública está justamente na posição de mais ou menos 30 graus, mas na horizontal, exatamente ao contrário do especificado. Funcionam por acaso nesta posição errada e ainda há reclamações quando elas não estão funcionando, por deslocamento de sua exata posição de funcionamento.

É fundamental registrar que é uma lâmpada que está caindo em desuso por sua precariedade na economia de energia e tanto é assim que, recentemente, entre as medidas de economia de energia, o governo aumentou o IPI das lâmpadas mistas de 15% para 45%, desestimulando sua utilização, privilegiando as lâmpadas a vapor de sódio que tiveram seu IPI reduzido a zero e que são as que trataremos no próximo capítulo.

Em relação às incandescentes, as mistas são lâmpadas bem mais econômicas e como a economia de energia é hoje uma necessidade, elas passam a ser novamente procuradas e usadas, por incrível que pareça, mas apenas em instalações rudimentares.

 

 

Lâmpadas a vapor de sódio

 

Trabalham em alta pressão e para seu funcionamento utilizam um reator e um ignitor, que é um componente que faz a tensão elevar-se até um nível de 3,0 a 4,5 quilowolts ou 4.500 volts, proporcionando a partida na lâmpada.

Para reproduzir a luz, a corrente é lançada num tubo de descarga que, diferente das lâmpadas de mercúrio, é de cerâmica, pois em seu interior há sódio no lugar do mercúrio e, sendo o sódio muito corrosivo, o quartzo não aguentaria, motivo pelo qual é utilizado o tubo de descarga de cerâmica.

A luz emitida é extremamente forte e de cor amarela monocromática, fazendo com que distorça totalmente as cores, ou seja, tem um péssimo índice de reprodução de cores. Em compensação, emite um fluxo luminoso de alta intensidade e com excelente economia de energia. No que diz respeito à eficiência energética é a campeã na economia de energia, tanto que se toda a iluminação pública do Brasil fosse feita com lâmpadas de sódio, não teríamos necessidade de racionamento de energia. Dizem até que pouparíamos o equivalente a uma Itaipu...

Orienta-se que seu uso deve ser incrementado em locais como estacionamentos, vias públicas, galpões industriais onde não haja necessidade de reprodução de cores e outros ambientes externos.

Locais onde a reprodução de cores é uma necessidade, recomenda-se precisamente a lâmpada que enfocaremos no próximo capítulo.

 

Lâmpadas de multivapores metálicos

 

Em nossa viagem histórica relativamente a fontes de luz artificial, chegamos àquela que, por sua versatilidade, é largamente utilizada nos dias de hoje.

O princípio de funcionamento de uma lâmpada metálica é exatamente o mesmo da lâmpada a vapor de sódio, utilizando reator e ignitor, pois seu pulso de partida também vai até 4.500 volts.

A grande diferença é que o interior do tubo de descarga – que é de quartzo – é preenchido não apenas com mercúrio ou sódio, mas com uma variedade de metais nobres que, vaporizados resultam numa emissão de luz.32768274 1

A lâmpada mais conhecida e de maior utilização no mercado é a HQI da Osram, existindo atualmente várias outras marcas que se assemelham ao seu funcionamento. Por outro lado, existem algumas metálicas nas potências de 250W e 400W que têm uma característica diferente, pois utilizam em seu acendimento o reator de lâmpadas de mercúrio e um ignitor de 300 volts. Desta forma, temos que ter cuidado na troca da lâmpada, pois esses tipos não são intercambiáveis, já que uma tem partida com 4500 volts e outra com 800 volts.

Na realidade, os efeitos de luz gerados nas duas lâmpadas são totalmente diferentes, enquanto que a tradicional HQI e similares que utilizam equipamento auxiliar igual ao da lâmpada de sódio resultam numa reprodução de cores de 68%, que é muito deficiente sem se falando de lâmpada metálica.

Essa diferença é apenas para os tipos 250W e 400W. Os demais tipos como 70W, 150W e outros, são intercambiáveis entre todas as marcas.

 

 Livro: "Luz, lâmpadas & iluminação"

Capítulo: "Evolução da luz"

Ano: 2004

Editora: Ciência Moderna

Autor: Mauri Luiz da Silva

 Postagem de 15/03/2012 - Por Mauro Eletricista

Fonte http://museudalampada.com.br/site-museu-da-lampada/a-evolucao-da-luz.html

 




 

História do Cobre

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Por milhares de anos o homem usou quase que exclusivamente a pedra. Com ela defendeu, atacou e se protegeu. Até o ano 6000 a.C, o cobre estava sendo descoberto e seu uso foi crescendo até o ano 2000 a.C. Segundo os historiadores, a primeira idade do cobre teve seu maior desenvolvimento no Egito. Há provas da exploração de minas na península do Sinai, que remontam ao reinado de Senefru (3800 a.C.),e inclusive a descoberta de cadinhos nestas minas indica que a extração do metal incluía uma certa refinação.

A colonização da África e do Mediterrâneo por parte do Egito permitiu que nessas regiões se desenvolvesse o uso dos metais conhecidos em seus estados nativos, fundamentalmente o ouro e o cobre. A princípio são extraídos de seus minérios e logo passam a ser utilizados em ligas, sendo a primeira que se tem notícias é a do cobre com o estanho, para a produção do bronze, um feito de grande impacto.

Os primeiros artesãos do cobre descobriram rapidamente que o metal podia ser malhado com facilidade, laminando-o para posteriormente lhe dar outras formas na medida em que adquiriam maior habilidade em seu trabalho. Depois da introdução do bronze, também foi possível fundir uma grande variedade de peças.

Com os romanos teve início uma era de uso mais intensivo do cobre. O emprego do metal se espalhou por onde suas legiões marcharam, conquistaram e civilizaram. A maior parte do cobre romano veio da ilha Chipre, que eles chamavam de Cyprium, o que deu origem à palavra Cuprum e à sigla Cu como símbolo químico do cobre.

A propriedade do cobre, do bronze e do latão de resistir à corrosão fez com que estes metais permanecessem não apenas como decorativos, mas também como funcionais durante a Idade Média e os sucessivos séculos, da Revolução Industrial aos nossos dias.

O cobre alcançou sua real dimensão de metal imprescindível para o desenvolvimento industrial mundial em 1831, quando Faraday descobriu o gerador elétrico, e desde então a demanda pelo metal cresceu de forma notável.

Durante grande parte do século XIX, a Grã Bretanha foi o maior produtor de cobre do mundo, mas a importância que o metal vermelho adquiria a cada dia motivou a abertura de novas minas em outros países, como os Estados Unidos, o Chile e posteriormente a África, superando em 1911 o milhão de toneladas de cobre fino. Com o aumento de todos os ramos da atividade humana que houve após a Revolução Industrial, foram descobertos novos e importantes usos para o cobre e as melhorias conquistadas na metalurgia permitiram a produção de várias novas ligas deste metal, ampliando seus campos de aplicação.

Aonde quer que se olhe na história do mundo antigo, se vê o cobre contribuindo de forma importante no desenvolvimento da civilização e da cultura: portas dos templos e muitos elementos arquitetônicos dos egípcios, agulhas de cobre nas ruínas da segunda cidade de Troia, sinos e caldeirões na China, estátuas clássicas do mundo helênico, cabeça de touro fundida em cobre no cemitério real de Ur (Mesopotâmia), tubulação de cobre para água no Egito, eixos, espadas e facas, ornamentos e artigos de muitas categorias. Os museus estão cheios de usos que o homem primitivo deu a uma de suas maiores descobertas.

Aplicações nos dias de hoje

O cobre tem papel importante nas indústrias do transporte, da eletrônica, da construção, da agricultura, da energia, da saúde e das novas tecnologias e é um fator fundamental na mineração, na produção de ligas, na fabricação de utensílios de cozinha, equipamentos químicos e farmacêuticos, moedas e dispositivos anticoncepcionais intrauterinos, entre muitas outras aplicações.

Postagem de 06/02/2012 - Por Mauro Eletricista

FONTE: http://www.procobre.org/pt/cobre/historia/



 

Japoneses criam primeiro cabo elétrico elástico do mundo - para robôs e outras aplicaçoes

Postado por Henrique Cesar Ulbrich em 01/12/2011 17:30
Blog: Rock and a hard place

 

Foto: Reprodução: Geeky Gadgets

O Roboden também poderá ser utilizado em conexões USB e na transferência de dados.

Por Fernanda Morales

Cada dia mais os pesquisadores do universo da robótica buscam soluções para que seus robôs se assemelhem ainda mais com os seres humanos como movimentos, atividades e por que não dizer, com um aspecto ainda mais humano. Pensando nisso, pesquisadores da empresa japonesa de cabos e fibras Asahi Kasei criaram o primeiro cabo elétrico elástico do mundo, que também pode ser utilizado com aparelhos USB, transferência de dados e até carregadores.

O Roboden foi desenvolvido com base em um tecido elástico, chamado Spandex, que contrai e expande suas fibras de acordo com o movimento do corpo humano. Com o Spandex, os pesquisadores descobriram que a pele humana estica com um fator de 1.5 e eles concluíram que se eles desenvolvessem um cabo eletrônico com essa mesma capacidade, ele poderia ser utilizado na pele de robôs humanoides ou em roupas eletrônicas.

“Essas eram as aplicações que nós tínhamos em mente quando começamos a desenvolver o projeto”, afirmou ao Diginfo Shunji Tatsumi, gerente da Asahi Kasei.

A ideia é que o Roboden torne os movimentos dos robôs mais realistas e também mais seguros, sem que os cabos fiquem apertados ou soltos demais nas articulações do robô.

“Quando falamos com o professor Inaba da Universidade de Tóquio, ele nos aconselhou que para que os robôs fossem mais parecidos com as pessoas, eles teriam que ter um aspecto mais suave, necessitando de algo parecido com a pele humana. E se você fizer a pele, você terá uma fiação correndo por debaixo dela e essa fiação por sua vez, deverá seguir os contornos do robô. Portanto, para fazer robôs com uma pele macia, é essencial que a fiação seja capaz de expandir e contrair”, explicou o gerente.

Segundo o Geeky Gadgets, os pesquisadores acreditam que existem diversas aplicações possíveis para o cabo elástico como na construção de novas máquinas industriais e aparelhos móveis que necessitem que seus cabos estiquem ou encolham dependendo das funções solicitadas.

Um vídeo produzido pela empresa mostra o cabo elástico em ação e pode ser conferido no YouTube pelo atalho youtu.be/_tJH4KOrpfU.


Postagem de 01/12/2011 - Por Mauro Eletricista

Fonte: http://henrique.geek.com.br/posts/18408-japoneses-criam-primeiro-cabo-eletrico-elastico-do-mundo-para-robos-e-outras-aplicacoes

 

 

 Má qualidade atinge 50% dos cabos elétricos
 
Metade das marcas de fios e cabos elétricos hoje vendidas no Brasil apresentam problemas de qualidade, que podem provocar o mau funcionamento dos equipamentos elétricos e até incêndios.
 
Uma pesquisa exclusiva do Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos de São Paulo (Sindicel), em parceria com a Associação Brasileira pela Qualidade dos Fios e Cabos Elétricos (Qualifio), revelou que, das 50 marcas avaliadas, 50% seguem os padrões de qualidade exigidos no setor. Os outros 50% são produtos com problemas de qualidade e incluem, além das marcas não certificadas, algumas que detém o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
 
O levantamento foi feito entre janeiro e agosto e envolveu os condutores elétricos voltados para a construção civil. O resultado é preocupante: foram detectadas na pesquisa onze marcas certificadas com problemas graves de qualidade, o que representa 22% da amostra. Essa proporção já é maior do que a verificada no ano passado completo, quando 13% dos produtos avaliados apresentavam problemas, mesmo tendo o selo.
 
"Nessa situação em que até marcas com o selo têm deficiências fica difícil o consumidor se defender", afirma o professor Ernesto Ruppert Filho, do Departamento de Sistemas de Controle e Energia da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
 
Além das certificadas com problemas, há muitas marcas sem selo circulando no mercado, o que é proibido no País. A pesquisa identificou 14 produtos sem certificação com problemas de qualidade, o que representa 28% das marcas analisadas. No ano passado, essa proporção alcançava o patamar de 33%.
 
Por ser um setor muito pulverizado, é muito difícil medir o quanto representam do total do mercado brasileiro de fios e cabos elétricos as 50 marcas avaliadas no estudo. "Mas é representativo. A pesquisa revela uma concentração ruim de materiais nesse segmento. Temos um problema grave nesse mercado", enfatiza o presidente da Qualifio, Luiz Fernando Rodrigues.
 
O principal problema de qualidade detectado nos produtos foi o não cumprimento do regulamento do Inmetro que especifica a resistência elétrica máxima dos condutores. Isso quer dizer que muitos fabricantes estão utilizando menos cobre do que é o necessário na fabricação dos fios e cabos. Quanto menos cobre é utilizado, maior a resistência do fio.
 
As consequências dessa ação, basicamente, são o sobreaquecimento do cabo (o que pode levar a um incêndio), a oscilação da tensão e o consequente mau funcionamento do equipamento e sua menor vida útil.
 
E é para reduzir as despesas que algumas fabricantes de fios e cabos burlam as regras. Cerca de 80% do custo dos produtos é representado pelo cobre, metal que, desde o início de 2009, apresentou uma valorização em torno de 130% no mercado internacional.
Ontem, fechou cotado a US$ 7.346,50 a tonelada. O metal é o fator que mais pressiona os negócios das empresas do setor. "O cobre é uma commodity com preço ditado pelo mercado internacional. Os aumentos têm de ser repassados ao mercado e temos dificuldades em fazer esses repasses", explica o presidente do Sindicel, Sérgio Aredes.
 
Para modificar a composição dos fios e cabos elétricos, alguns fabricantes diminuem o diâmetro (bitola) do condutor, complementando o espaço com uma maior espessura do material isolante (PVC, por exemplo), mais barato. Isso faz com que o produto, ao menos externamente, seja semelhante aos que cumprem a legislação.
 
O papel do Inmetro diante desta situação é claro: o selo do instituto deve garantir a qualidade da mercadoria comercializada. O Inmetro é responsável pela regulamentação do setor e acredita organismos que fazem o processo de certificação dos fabricantes.
Esses organismos auditam as fabricantes e coletam amostras do produto para enviá-las a um laboratório também acreditado. Hoje, são dez os organismos e quatro os laboratórios que atuam no processo de certificação das marcas de fios e cabos elétricos. Para receber o selo, os produtores têm de cumprir requisitos técnicos e seu processo de fabricação é analisado.
 
Segundo o Inmetro, depois de certificado, o produtor ainda recebe o organismo cerca de duas vezes por ano, visitas nas quais é verificado se o fabricante mantém a qualidade em seus produtos. Desde janeiro de 2009, foram realizadas 1,278 mil avaliações de manutenção em todo o País.
 
"O problema é que as visitas são agendadas e não é muito difícil para o produtor mostrar somente o produto bom na hora da verificação", pondera Rodrigues, da Qualifio. Sendo a fiscalização eficiente ou não, a verdade é que a pesquisa mostra que muitas marcas têm passado por todos esses processos dos laboratórios e organismos de certificação sem cumprir as regras.
 
Segundo o diretor de Qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, quando há uma denúncia de uma marca certificada com problemas de qualidade, ela passa por um "longo, oneroso e complexo" processo de verificação. O instituto tem de analisar a documentação do produto, ir ao ponto de venda, retirar amostra, enviar para um laboratório etc - tudo isso se adequando a um cronograma, que envolve uma licitação. "Demoraria cerca de quatro meses se iniciássemos o processo na hora da denúncia", explica.
 
Na opinião de Lobo, as onze marcas certificadas com problemas no mercado não representam uma situação alarmante. "Não é um número alto, considerando a situação internacional", diz. Diante disso, o executivo enfatiza que o instituto – que regula diversos outros setores no País – tem que agir seletivamente nos segmentos mais importantes ou nos quais a situação é mais grave. "O processo (de verificação) é caro. Nossa função é garantir a confiança no produto, mas ao menor custo para o consumidor. Não podemos errar na dose e onerar os produtos brasileiros", completou o diretor do Inmetro. Mesmo assim, desde de 2009 seis marcas tiveram a certificação cancelada pelo Inmetro: Condupac, Cobremack, Nortcabos, Polifios, Nordestcabos e Alfa Trefili.
 
A confusão do consumidor aumenta quando se considera que, além das marcas certificadas com problemas de qualidade, ele tem de lidar com as que não têm o selo, ou cujo selo é falso.
 
Nesse caso, são os Institutos Estaduais de Pesos e Medidas (os Ipems, órgãos delegados do Inmetro) os responsáveis pela fiscalização dos produtos nos pontos de venda. A ideia é verificar nas lojas se há produtos sem o selo do Inmetro. No caso de irregularidade, os produtos são apreendidos ou interditados. É dado um prazo de defesa para o fabricante e o comerciante e, diante de uma decisão de apreensão definitiva, ambos são autuados. No caso do comerciante, ele pode ser considerado inocente se comprovar a origem do produto com o selo falso.
 
Em São Paulo, a multa varia de R$ 100 a R$ 1,5 milhão e o valor é definido em função da vantagem auferida por quem não seguiu as regras. No caso de reincidência, a multa é duplicada. "Mas a multa não pode inviabilizar o negócio. E eu nunca ouvi falar de uma empresa que fechou por isso", explica o diretor de metrologia e qualidade do Ipem São Paulo, Valdir Volpe. Em 2010, cerca de 3,3 milhões de produtos foram fiscalizados em todo o país, dos quais 2,705 mil foram apreendidos, segundo dados do Inmetro. Neste ano até agosto, dos 1,133 milhão de produtos fiscalizados, 1,619 mil foram apreendidos. "Não temos encontrado muitas irregularidades nesse segmento", afirma Volpe.
 
Além dos consumidores, quem sai perdendo com os produtos que não seguem os padrões de qualidade são as empresas do setor. "A concorrência desleal afeta os negócios, pois o chamado 'mercado formiguinha' representa cerca de 40% das vendas", afirma o diretor de marketing da fabricante de fios e cabos Prysmian, Jorge Minas Hanmal. Ele explica que a maior penetração dos produtos de segunda linha ocorre nas lojas de construção civil que atendem ao público em geral - que geralmente não sabe bem como diferenciar a qualidade dos materiais.
 
O peso do produto é uma boa evidência para os consumidores da qualidade dos cabos elétricos. Quanto menos cobre, menor o peso do produto. "Mas para o público não especializado, é difícil perceber a má qualidade na hora da compra", completa o professor da Unicamp.
 
Fonte: Valor Econômico

 

Publicado aquí neste site em 22/11/2011 - Por Mauro Luiz

 

 

Prysmian lança primeiro cabo elétrico ecológico do mundo

A Prysmian apresentou hoje no mercado nacional o primeiro cabo elétrico ecológico do mundo. O novo Afumex Green 450/750V teve parte do polímero de sua isolação (derivado do petróleo) substituído pelo polietileno verde, material desenvolvido a partir da cana-de-açúcar e 100% renovável. A medida integra a iniciativa da empresa de oferecer produtos ambientalmente sustentáveis e de reduzir as emissões de gás carbônico (CO2). Calcula-se que para cada tonelada da resina verde produzida são capturadas até 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera.

O centro de Pesquisa & Desenvolvimento da Prysmian Brasil, em parceria com a Braskem, fabricante do polietileno verde, trabalharam por 12 meses em pesquisas e adaptações que resultaram no lançamento do cabo, considerado o mais ecológico do mundo. O processo pioneiro foi desenvolvido com tecnologia 100% nacional e exigiu investimentos de R$ 5 milhões por parte da Prysmian.

A nova geração dos cabos Afumex será produzida nas fábricas de Sorocaba e Santo André (SP). A Prysmian é verticalizada na área metalúrgica, sendo abastecida por sua unidade de Joinville, responsável pela laminação do cobre, e na isolação por várias unidades do grupo, tais como as fábricas da empresa instaladas na Espanha, na Itália, Santo André e Sorocaba (SP), onde são fabricadas a linha de compostos de baixa emissão de fumaça e gases tóxicos empregada na produção de cabos elétricos, solução que a empresa lançou no Brasil também de forma pioneira.

O Polietileno verde, plástico verde ou PE Verde são denominações para o Polietileno de Baixa Densidade (LDPE – Low Density Polyethylene) feito a partir de origem renovável – biomassa. A tecnologia inovadora foi desenvolvida a partir da cana-de-açúcar pela empresa brasileira Braskem, fornecedora da matéria-prima para a Prysmian.

Os novos cabos Afumex Green, com classe de tensão 450/750V, fabricados nas seções de 1,5 a 6 mm2, atendem a norma  NBR13248, são recomendados para todos os tipos de instalações elétricas (NBR5410), podendo ser instalados em eletrodutos em edificações residenciais, comerciais ou industriais. A geração ecológica do Afumex irá substituir gradativamente a linha tradicional e estará disponível no mercado a partir de novembro.

 Mauro Eletricista: 08/11/2011 - E-mail: mauroeletricista@gmail.com

Fonte: http://www.housepress.com.br/siteprysmian/eletricistaprofissional/entrevista.asp - Nov/2011